domingo, 5 de fevereiro de 2012

Poesia

Estava folheando o livro de um famoso poéta brasileiro sem conseguir entender absolutamente nada, percorreu-me então um terrível frio na barriga, uma dúvida permeou meus pensamentos, meu cérebro, normalmente em repouso, vagarosamente deu sinal de vida, clarinetas douradas anunciaram em alto e elegante som: A poesia também é reservada a alguns poucos, como tudo aliás nesta vida curta e cheia de proibições para aqueles que andam por aí balançando sua massa cinzenta 0 km. Atrevo-me, eu e meu cérebro sonolento a discordar escancaradamente desse absurdo, poesia é o bem tão ou mais precioso que a própria existência, talvez eu promova um motim, onde a lua, o sol e uma revoada de pássaros ajudem a proclamar a poesia como exigência vital, todo bebê, logo ao nascer, deverá rabiscar pequenos versos nas fraldas como iniciação para uma vida plena, flertes com a lua, amizade sincera com as estrelas também são necessários. E eu vos declaro vivo e feliz.

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